As últimas semanas aqui em Liverpool tem sido bem puxadas. No dia 27, eu e meus colegas temos que entregar dois ensaios, de matérias diferentes, para finalmente começarmos o segundo trimestre de aulas (que é o mais legal de todos, mas depois eu falo disso :)). Na próxima semana, também começam as reuniões com os orientadores da nossa dissertação final, de 15 mil palavras, que deverá ser apresentada a todos os alunos que fazem pós-graduação em literatura inglesa. É, pois é. Tá fácil não.

Deve ser por causa dessa tensão toda que minha amiga Flick começou seu convite de aniversário dizendo que sabia que todo mundo estava encalacrado até o pescoço de prazos e coisas pra fazer, mas que tinha uma proposta irrecusável para o aniversário dela. E tinha mesmo.

Uma murder mystery birthday party! =D

Achei que tinha entendido errado ou que estava lendo Agatha Christie demais, mas é isso mesmo. Basicamente, a festa tem um número bem pequeno de convidados e cada um é um personagem dentro de uma história que se passa nos anos 40. Durante o jantar, uma pessoa morre (é parte da história, tá gente? ninguém morre de verdade) – e todos se tornam automaticamente suspeitos pelo crime. O mais legal é que todo mundo recebe indicações de como deve se vestir e se comportar durante a festa… sem revelar os segredos por trás da história do seu personagem.

Acabei de receber a ficha da minha character. Ao que tudo indica, eu sou a “tia velha e esquecida” de um dos personagens da trama  e tenho um segredo de adolescência terrível. Devo usar peles falsas, um vestido de noite, um colar “de brilhantes” e, talvez, um chapéu.

A festa é na quarta que vem e eu garanto fotos. Se não me matarem antes, é claro.

De verdade? Os ingleses são jóia.