george puppetson

11/03/2012

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Sei que estou devendo muitos posts por aqui, pois é. a verdade é que tem sido difícil concentrar e escrever: as aventuras não param. 🙂 As boas e as ruins. Vivi durante um mês com vinte pounds, conheci gente de países rivais, fui em um speed dating com pessoas de todo canto do mundo, fui guia turística de Londres de duas amigas <3, conheci um integrante do Blitz, fui confundida com o amor do passado de um cantor… e levei meu George Harrison para passear! 😀

A foto acima é do meu querido George Puppetson, presente de aniversário da Tânia, minha amiga coisa-linda-do-coração <3. Ele ganhou um Tumblr próprio, onde pretendo registrar paisagens típicas e lugares desconhecidos de Liverpool.

Dia 23, completo seis meses aqui na Inglaterra. Mal dá pra acreditar que metade do curso já foi. Tanta coisa bacana, tanta assunto novo para contar. Ainda tem bastante por vir – serão os meses mais puxados, com toda a certeza -, mas já posso dizer que é uma baita experiência transformadora. =)

E mais uma coisinha: sugestões de posts são aceitas! Se você quiser perguntar alguma coisa sobre o curso, sobre Liverpool ou estudar fora, é só dizer nos comentários. Vou ficar feliz em tentar ajudar! 🙂

As últimas semanas aqui em Liverpool tem sido bem puxadas. No dia 27, eu e meus colegas temos que entregar dois ensaios, de matérias diferentes, para finalmente começarmos o segundo trimestre de aulas (que é o mais legal de todos, mas depois eu falo disso :)). Na próxima semana, também começam as reuniões com os orientadores da nossa dissertação final, de 15 mil palavras, que deverá ser apresentada a todos os alunos que fazem pós-graduação em literatura inglesa. É, pois é. Tá fácil não.

Deve ser por causa dessa tensão toda que minha amiga Flick começou seu convite de aniversário dizendo que sabia que todo mundo estava encalacrado até o pescoço de prazos e coisas pra fazer, mas que tinha uma proposta irrecusável para o aniversário dela. E tinha mesmo.

Uma murder mystery birthday party! =D

Achei que tinha entendido errado ou que estava lendo Agatha Christie demais, mas é isso mesmo. Basicamente, a festa tem um número bem pequeno de convidados e cada um é um personagem dentro de uma história que se passa nos anos 40. Durante o jantar, uma pessoa morre (é parte da história, tá gente? ninguém morre de verdade) – e todos se tornam automaticamente suspeitos pelo crime. O mais legal é que todo mundo recebe indicações de como deve se vestir e se comportar durante a festa… sem revelar os segredos por trás da história do seu personagem.

Acabei de receber a ficha da minha character. Ao que tudo indica, eu sou a “tia velha e esquecida” de um dos personagens da trama  e tenho um segredo de adolescência terrível. Devo usar peles falsas, um vestido de noite, um colar “de brilhantes” e, talvez, um chapéu.

A festa é na quarta que vem e eu garanto fotos. Se não me matarem antes, é claro.

De verdade? Os ingleses são jóia.

Fui para Manchester há algumas semanas  para um evento da faculdade, uma mesa-redonda sobre os trabalhos de Stanislaw Lem (um autor incrível, por sinal) e fiquei impressionada com a beleza da cidade. É tudo lindo. É tudo grande. É tudo iluminado.

E eu nem tinha visto a feira de Natal deles.

Mais do que um Feliz Natal, desejo que vocês conheçam e encontrem pessoas iluminadas pelo caminho. Pessoas que tenham a capacidade de fazer todos os seus dias brilharem. Esse, para mim, é o melhor presente possível.

E muito obrigada – sincero, doído, mais cafona que música do Michel Teló – a todo mundo que me ilumina. =)

ano novo

05/11/2011

Tinha esquecido que hoje é Bonfire Night!



Nunca tinha visto fogos de artifício tão, mas TÃO de perto. Dei sorte de morar bem ao lado de um parque que fez um big evento pra hoje. (Eu bem que achei estranho ouvir tantas músicas apoteóticas à tarde). Foram uns 15, 20 minutos de fogos.

E uma das coisas mais lindas que eu já vi na vida.

=”)

O mais legal é que minha câmera ruim conseguiu captar (mais ou menos, tá) o jeito que míopes enxergam fogos de artifício sem óculos. Sente só:

Ouié.

Feliz 2011.2, pessoal.

caçando estrelas

22/10/2011

Estudar ficção científica e ser um tipo patético de pessoa romântica dá nessas: ando meio obcecada por estrelas. Quando eu era pequena, tinha pânico de olhar para o céu à noite (pois é. vai entender. :)), mas depois de umas viagens de avião aqui e ali, posso até considerar que eu e o teto celestial temos uma parceria de relativo sucesso.

Foi aí que eu decidi, por brincadeira, procurar no Google os melhores lugares no Reino Unido para olhar o céu à noite. Nada de planetários e coisas assim: o céu sozinho. E não é que encontrei? O Telegraph e o The Guardian fizeram listas sobre o tema. Já estou escolhendo meus favoritos e vou me programar para checar esses céus nos fins de semana que vem por aí. (E contar tudo aqui no blog, claro!)

Viajar dá umas vontades curiosas, não?

codinome

12/10/2011

É engraçado como até as pequenas coisas são diferentes quando você está longe de casa.

Para todo mundo que conversa comigo, eu não sou a Cláudia. Sou a Clória Óleeveaerea, do Brazeo. Moro – morava – em Sao Pawlow, uma cidade que nenhum dos meus colegas conhecia. (Me perguntaram se era perto do Rio de Janeiro.)

A gente muda mesmo sem saber. =)

(e pode clicar nas fotos para ampliá-las um bocadinho)

(juro que eu não queria dar um efeito dramático nessa foto, a câmera simplesmente tava no modo sépia, haha. dá pra ver o John Lennonzinho desenhado ali no canto?)

chegada na estação de trem =) (na câmera estava melhor, verdade)

a recepção calorosa no hostel (depois eu escrevo um post sobre ele)

já disse que é um hostel muito legal? hehe

Victoria Gallery and Museum, que fica dentro da universidade

Me perdi dentro da universidade e achei esse prédio lindo

we are demanding the sun ❤

Fim de tarde na catedral

bancando a cool com John Lennon na frente do Cavern Pub (o irmão gêmeo do Cavern Club, que merece um post só para ele.)

primeira semana na Inglaterra: check. =)

uhu!

I don’t know why you say goodbye I say hello

Então é isso, pessoal: cheguei em Liverpool.

E já fui embora. haha

Olhem só a tragédia. Meus tios incríveis toparam sair de casa cedinho e encarar mais de duzentas e cinquenta milhas de viagem rumo à cidade mais beatlemaníaca do mundo. A princípio, não era uma aventura tão ousada assim – a estimativa do GPS era de cerca de três horas de meia de viagem. Tudo certo. O problema é que aconteceu um acidente de trânsito dos brabos em uma das principais rotas de Liverpool e, bom, nem preciso contar o que sucedeu. A viagem de três horas e meia foi feita em dez horas. Fizemos um retorno esperto aqui, seguimos para o countryside e, de retorno em retorno, finalmente conseguimos ultrapassar o trecho bloqueado da estrada e seguir o caminho da roça.

Depois de doze CDs (incluindo dois que tinham entre 25 e 30 faixas, haha), mais de dez cidadezinhas, uma estátua enorme de urso no meio do nada, duas paradas e muitos cookies e risadas, chegamos à cidade maravilhosa da Inglaterra. Foi um contraste absurdo passar por todas aquelas estradinhas de terra e simplesmente chegar em Liverpool, ao som de Beatles, depois de tanto tempo na estrada. Só a entrada da cidade já mostrou que tudo estava valendo a pena: Liverpool é grande, iluminada, emocionante, agitada e e realmente especial. =)

Fui até a minha hospedagem, mas não tinha muita esperança de entrar: a gerente das acomodações já tinha ido embora. Well, that’s life. Hora de achar um hotel para passar a noite, né?

Pã.

Eu disse que Liverpool é uma cidade especial. Tão especial que estava acomodando um baita evento na noite de ontem. Não soubemos de muitos detalhes, apenas que era um evento do Labour Party e que lotou todos, todos, TODOS os hotéis. Tony Blair is in da house, imaginamos. Os atendentes do hotel que tentamos nos hospedar foram sensacionais e começaram a ligar pra cada-hotel-da-cidade, na esperança de achar algum lugar pra gente.

Full. Full. Fully booked. Resistance is futile. 

A solução veio em forma de nome engraçado: Runcorn, uma cidadezinha ao lado de L’pool que tinha um hotel com (poucas) vagas. É de onde estou escrevendo agora, por sinal. Volto amanhã para Liverpool, para a minha casa e para as aulas. Mas já guardo Runcorn no coração, que me tratou tão bem. =)

E vamos que vamos!